Fonte: Energy Capital & Power |

Angola Oil & Gas é lançada em Luanda num novo ciclo de investimento de 70 mil milhões de dólares

A decorrer nos dias 9 e 10 de Setembro, em Luanda, o evento posiciona-se como a principal plataforma de concretização de negócios do sector de petróleo e gás em Angola

A AOG é um espaço para criar parcerias estratégicas, partilhar conhecimento e acelerar investimentos que irão definir o futuro energético de Angola nos próximos 50 anos

LUANDA, Angola, 28 de janeiro 2026/APO Group/ --

A Conferência e Exposição Angola Oil & Gas (AOG) – organizada pela Energy Capital & Power (https://EnergyCapitalPower.com) – foi oficialmente lançada esta terça-feira, em Luanda, assinalando o início da contagem decrescente para o principal evento do sector petrolífero e energético do país. Agendada para os dias 9 e 10 de Setembro, em Luanda, sob o tema “Investir no Futuro de Angola”, a conferência surge na sequência das comemorações dos 50 anos da Independência de Angola, em 2025, afirmando-se como uma plataforma estratégica para decisores políticos, operadores, financiadores e prestadores de serviços definirem o rumo das próximas cinco décadas de desenvolvimento dos hidrocarbonetos.

Com um pipeline de investimento de mil milhões de dólares em curso, novos barris a entrarem no mercado e uma actividade crescente tanto por parte de operadores estabelecidos como de novos entrantes, Angola está a evoluir de uma fase de produção sustentada para se afirmar como um verdadeiro motor do desenvolvimento regional no scetor dos hidrocarbonetos.

Enquanto um dos maiores produtores de petróleo e gás em África, Angola consolidou-se como um destino de referência para o capital internacional. O ambiente de investimento do país – assente na estabilidade e flexibilidade – tem sido um dos pilares do crescimento do sector, com rondas de licenciamento plurianuais, um regime de oferta permanente e oportunidades em campos marginais que garantem acesso regular a novos blocos. Esta estrutura não só tem permitido atrair investimento, como também apoiar os operadores na expansão das suas operações. Como resultado, estima-se que o investimento upstream atinja 70 mil milhões de dólares nos próximos anos.

“Angola está a entrar numa fase decisiva de crescimento e consolidação no sector do petróleo e gás. As bases já foram lançadas e 2026 será o ano para transformar projectos em produção e em impacto económico real”, afirmou José Barroso, Secretário de Estado para o Petróleo e Gás de Angola, durante o lançamento da AOG. “Angola está aberta, preparada e plenamente equipada para garantir investimentos sólidos e rentáveis. 2026 será o ano para mobilizar, investir e definir os próximos 50 anos do nosso sector energético.”

Os projectos em desenvolvimento reforçam a posição de Angola como um hub estratégico de petróleo e gás. O New Gas Consortium está a avançar com o primeiro projecto de gás não associado do país para a plena capacidade operacional, após o arranque das operações em 2025. O projecto irá reforçar o fornecimento à Angola LNG e às centrais de produção de energia eléctrica, além de fortalecer as exportações. No segmento petrolífero, a Azule Energy prepara-se para avançar para a fase três do Agogo Integrated West Hub Development, após o início da fase dois em 2025. Já a TotalEnergies está a desenvolver o projecto Kaminho, o primeiro grande desenvolvimento em águas profundas na Bacia do Kwanza, com produção prevista para 2028.

Em terra, empresas independentes de petróleo e gás estão a dar passos significativos para revitalizar a produção. Companhias como ReconAfrica, Corcel, Oando e Sintana Energy estão a avançar com aquisição de dados sísmicos e actividades de perfuração, com o objectivo de identificar novas descobertas estruturantes. Estão também em curso operações de perfuração de fronteira, com operadores a procurar desbloquear novas margens atlânticas, nomeadamente na região do Namibe.

O desenvolvimento downstream ganha igualmente tração, com destaque para a Refinaria do Lobito, actualmente em construção, com produção prevista para 2027. O projecto deverá reforçar a segurança no abastecimento de combustíveis, reduzir as importações e apoiar o fornecimento regional, consolidando a ambição de Angola de avançar ao longo da cadeia de valor. Este desenvolvimento surge na sequência do início das operações da Refinaria de Cabinda, em 2025, a segunda unidade operacional do país.

À medida que Angola olha para 2026 e mais à frente, a AOG continuará a afirmar-se como uma plataforma central para impulsionar o desenvolvimento do sector de petróleo e gás no país. Ao longo dos anos, o evento evoluiu de uma conferência para uma verdadeira plataforma de negócios, promovendo parcerias, facilitando investimentos e debatendo os principais desafios e oportunidades da indústria, reunindo mais de 3.000 participantes, 150 oradores e 600 empresas.

“A AOG é um espaço para criar parcerias estratégicas, partilhar conhecimento e acelerar investimentos que irão definir o futuro energético de Angola nos próximos 50 anos”, afirmou Luis Conde, Director de Projecto da Energy Capital & Power.

Realizada sob o Alto Patrocínio de Sua Excelência João Manuel Gonçalves Lourenço, Presidente da República de Angola, e com o apoio do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, do Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo, da Sonangol e da Câmara Africana de Energia, a AOG 2026 regressa para traçar o futuro das próximas cinco décadas do sector de petróleo e gás em Angola.

Para mais informações, visite www.AngolaOilAndGas.com

Distribuído pelo Grupo APO para Energy Capital & Power.